A curiosidade sobre ervas na idade média vai muito além do tempero na comida. Você sabia que essas plantas eram a farmácia e o supermercado de um tempo sem acesso à tecnologia moderna? Pois é, muitos dos saberes que hoje redescobrimos foram guardados por séculos. Neste post, eu vou desvendar como essas maravilhas verdes eram usadas para curar males, conservar alimentos e até proteger contra doenças temidas. Prepare-se para conhecer segredos de cura que atravessaram gerações.
Como as ervas na idade média serviam como base para a medicina e conservação de alimentos?
Naquela época, sem farmácias como as nossas, as ervas eram a principal ferramenta para cuidar da saúde. Elas eram usadas para equilibrar o corpo e aliviar dores comuns. A sálvia, por exemplo, era amiga dos dentes e da gengiva. Lavanda e alecrim não serviam só para perfumar, mas também tinham funções terapêuticas.
Além da saúde, as ervas eram essenciais na cozinha. Salsa, hortelã e coentro não só deixavam os pratos mais gostosos, mas também ajudavam a conservar os alimentos por mais tempo. Isso era crucial em um período onde a refrigeração não existia.
“Na Idade Média, ervas eram essenciais para remédios, temperos e purificação do ar, pois especiarias importadas eram caras.”

Ervas na Idade Média: Um Legado de Sabedoria Curativa e Prática
Viajar no tempo até a Idade Média é desvendar um universo onde a natureza era a principal farmácia e despensa. As ervas não eram meros temperos ou adornos; elas eram a essência da vida, utilizadas em uma escala impressionante para tratar desde males físicos até questões espirituais e de higiene. O conhecimento sobre suas propriedades era um tesouro, guardado e transmitido através de gerações, moldando o cotidiano de reis e camponeses.
Entender o papel das ervas nesse período é mergulhar em uma medicina popular e em práticas culinárias que, em muitos aspectos, lançaram as bases para o que conhecemos hoje. Era uma relação intrínseca com o mundo natural, onde cada folha, raiz ou flor carregava um potencial terapêutico ou nutricional.
| Uso | Exemplos de Ervas | Função Principal |
|---|---|---|
| Medicina | Sálvia, Lavanda, Alecrim, Tanchagem, Absinto, Arruda, Funcho | Tratamento de dores, equilíbrio do corpo, cicatrização, digestão, proteção contra parasitas, desinfecção. |
| Culinária | Salsa, Hortelã, Endro, Coentro | Aromatizar e conservar alimentos. |
| Higiene e Proteção | Ervas aromáticas em geral | Mascarar odores, purificar o ar (especialmente em tempos de peste). |

Usos Principais das Ervas na Idade Média
As ervas permeavam todas as esferas da vida medieval. Na medicina, eram a primeira linha de defesa contra doenças e ferimentos, com receitas passadas oralmente ou registradas em manuscritos. Na cozinha, transformavam pratos simples em refeições mais saborosas e seguras para o consumo, auxiliando também na conservação. Além disso, seu uso se estendia à higiene pessoal e à proteção contra o que se acreditava serem influências negativas ou doenças contagiosas, como a Peste Negra.
A versatilidade dessas plantas era notável. Elas eram colhidas em jardins próprios, nos campos ou em florestas, e seu preparo variava desde infusões e decocções até pomadas e cataplasmas. A sabedoria popular, muitas vezes transmitida por mulheres, era um pilar fundamental para a manutenção da saúde e do bem-estar comunitário.

Ervas Comuns e Suas Funções Medievais
Diversas ervas se destacavam pela sua utilidade. A sálvia, por exemplo, era amplamente utilizada para tratar problemas dentários e inflamações na boca, além de suas propriedades tônicas. O absinto, conhecido por seu amargor, era empregado no combate a parasitas intestinais, um mal comum na época. A arruda era vista como um poderoso amuleto protetor, acreditando-se que afastava o mau-olhado e energias negativas.
O funcho era um aliado digestivo indispensável, ajudando a aliviar inchaços e desconfortos após as refeições. Já a tanchagem, uma planta rústica e abundante, era um recurso valioso para o tratamento de feridas, cortes e picadas de insetos, devido às suas propriedades adstringentes e cicatrizantes.

A Medicina Baseada em Ervas Medieval
A medicina medieval, embora rudimentar pelos padrões atuais, possuía um conhecimento empírico profundo sobre as propriedades das ervas. Acreditava-se no equilíbrio dos humores corporais, e as ervas eram selecionadas para restaurar essa harmonia. Sálvia, lavanda e alecrim não eram apenas aromáticas, mas consideradas essenciais para equilibrar o corpo e aliviar dores diversas, desde dores de cabeça a dores musculares.
O preparo dessas
Dicas Extras
- Preservação do Conhecimento: Se você se interessa por como o conhecimento sobre ervas era guardado, saiba que os mosteiros eram verdadeiros centros de saber. Monges copistas dedicavam tempo a criar herbais detalhados, ilustrando plantas e descrevendo seus usos.
- Ervas na Higiene Diária: Além de temperar a comida e curar, muitas ervas tinham um papel na higiene pessoal. Lavar-se com infusões de ervas como a camomila ou a alfazema deixava um aroma agradável e ajudava a refrescar a pele.
- O Poder das Ervas Aromáticas: Durante epidemias, como a Peste Negra, acreditava-se que certas ervas aromáticas, como o alecrim e o zimbro, podiam purificar o ar e afastar o mal. Por isso, eram queimadas em ambientes fechados.
- Jardins Monásticos: Os mosteiros frequentemente possuíam jardins específicos para o cultivo de ervas medicinais e culinárias. Esses espaços eram cuidadosamente planejados, com ervas dispostas de acordo com suas propriedades e épocas de colheita.
Dúvidas Frequentes
Quais ervas eram mais comuns na culinária medieval?
Na culinária medieval, ervas como salsa, hortelã, endro e coentro eram amplamente utilizadas para realçar o sabor dos pratos. Elas também ajudavam na conservação de alimentos, devido às suas propriedades antimicrobianas naturais.
Havia riscos no uso de ervas na Idade Média?
Sim, o uso de ervas podia apresentar riscos, especialmente para as mulheres. O conhecimento popular sobre plantas medicinais, quando não supervisionado pela Igreja, podia levar a acusações de bruxaria. Além disso, o uso incorreto de certas ervas podia ser tóxico.
Como o conhecimento sobre ervas era transmitido?
O conhecimento sobre ervas na Idade Média era transmitido de diversas formas. Monges registravam em herbais detalhados, curandeiros passavam seus saberes oralmente, e o uso prático no dia a dia era fundamental. A preservação desse conhecimento foi crucial para a história das ervas medicinais.
O Legado das Ervas Medievais
A Idade Média nos deixou um legado riquíssimo sobre o uso das ervas. O que era prática comum para a cura, tempero e até higiene, hoje é resgatado por sua eficácia e conexão com a natureza. Explorar os jardins monásticos medievais e entender o herbalismo medieval é abrir uma porta para saberes ancestrais. Que tal se aprofundar nos tratamentos com ervas na idade média ou descobrir mais sobre as mulheres e ervas na idade média? O passado verde ainda tem muito a nos ensinar.

